Depressão pós-parto.

Escutar um coração batendo dentro de você, que não seja o seu. Ver a formação de uma coluna vertebral, pés, mãos, face. A experiência da maternidade é indefinível. Um misto de emoções, dúvidas, preocupações, eternidade.

Quando nasce um filho é natural que os pais saiam do papel de filhos e comecem a atuar na função de pais, mas, na prática não é sempre assim.

Muitas mulheres sofrem com a depressão pós-parto, e não conseguem entender o que têm. Nessa mistura de alegria e dor, uma dor que na maioria das vezes não tem com quem compartilhar.

Os hormônios ficam alterados, o cansaço e as responsabilidades pesam. Quando é o primeiro filho o simples ato do banho no bebê passa ser um momento de apreensão. No segundo filho, fica o pensamento de como fará para dividir o amor e a atenção, etc.

Se o filho nasce com algum problema de saúde, é como se tirasse o chão dos pais, que ainda se sentem cobrados para explicar para os demais… Somos uma sociedade preparada apenas para o tudo bem, tudo certo. Opiniões são muitas e de todos os lados, já a compreensão… Esses são poucos exemplos para falar por alto das preocupações cercam as mamães .

Alguns dos Sintomas

  • Sentir-se incapaz de ser mãe
  • Falta de interesse pelo bebê
  • Idéias de morte
  • Isolamento
  • Tristeza e choro
  • Irritabilidade
  • Apatia
  • Distúrbios no sono e na alimentação.

Possíveis Causas

  • desregulagem hormonal
  • falta de apoio
  • dificuldades na gravidez
  • parto complicado
  • histórico de depressão
  • problemas conjugais
  • bebê com doença ou deficiência
  • bebê chorão
  • Amamentação difícil

Dicas de Tratamento

  • Converse com um médico, o psquiatra é quem estudou sobre saúde mental e se necessário for pode indicar a melhor medicação que não prejudique o bebê.
  • Explique sua situação para um amigo de confiança.
  • Troque ideia com outras mães na mesma situação.
  • Não se envergonhe ou culpe, muitas mães passam por esses sentimentos ambíguos.
  • Procure dormir sempre que possível, descanso é fundamental.
  • A alimentação precisa ser nutritiva, seu corpo está em recuperação e preparo para amamentação.
  • Relaxe com música, respirações, apreciando a natureza.
  • Releve as tarefas domésticas.
  • Peça ajuda, colo, massagem, nascemos para ajudar e ser ajudado.
  • Lembrar que ser mãe é um aprendizado na prática.

Consequências

A depressão pós-parto precisa ser vista com mais atenção, é uma questão de carinho e segurança para a mãe e para o bebê. É um momento muito delicado na vida deles. O vínculo e o afeto começam ser formados nesse período. A mãe deprimida pode deprimir o bebê, o que lhe afetará na sociabilidade e aprendizagem no futuro.

Saliento que não sou médica, todas essas ideias são baseadas em experiência pessoal e leitura. Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas, procure ajuda profissional.

Muitas mulheres nem conseguem tomar consciência desses acontecimentos e precisam de um toque de alguém do lado.

Lembrando que a depressão pós-parto é grave e se difere do Baby Blues, que é uma tristeza e insegurança que a maioria das parturientes passam. Quem quiser saber mais sobre o Baby Blues sugiro esse vídeo super sincero do canal Macetes de Mãe.

Por hoje é isso

Abraços cristalinos,

Cris.

Este trabalho está licenciado uma Licença

Creative Commons

Atribuição 4.0 Internacional

15 comentários

  1. Eu não tenho filhos, mas tirei enorme proveito do que eu li. Minha mãe acha que teve depressão pós parto ( que não foi diagnosticada) quando do meu Nascimento. Ela nem consegue falar muito sobre o assunto. Depois disso ela ainda sofreu dois abortos. Acho até que essas experiências que ela teve fazem com que ela não tenha uma boa impressão sobre gravidez, tanto que costuma dizer que não quer que eu tenha filhos ( e olha que sou filha única). De modo que eu mesma ainda não tenho uma opinião clara sobre ter filhos pq no fundo sinto medo tb…mas acho que não é um medo meu , é um medo que tomei pra mim. Enfim, tenho trabalhado isso aos pouquinhos e aprecio sempre que alguém divide esse tipo de informação honesta!!!

    Curtido por 4 pessoas

  2. Moça, longe de mim querer te assustar, rsrs, mas antes de qualquer decisão é bom escutar as várias vertentes. O meu primeiro parto foi ótimo, tive problemas depois na amamentação. O segundo parto foi uma sucessão de acontecimentos ruins, estou certa que passei por uma depressão ali, mas não foi diagnosticada, e ninguém nem desconfiou…
    Trabalhe isso sim, muitas vezes arrastamos correntes que nem são por nós criadas. Entendo sua mãe, não é fácil passar por isso bem quando se precisa de toda energia para nutrir alguém.
    Agradeço por seu interesse e comentário. Super abraço🙋🏽‍♀️

    Curtido por 3 pessoas

  3. Boa essa dica de ensino Cristieine, pena que sabemos que além de não terem apoio, muitas mães assim se tornam até por não entender direito nem a concepção quem dirá de algo tão complexo. Legal também ver que muitas mulheres de fato se importam em escrever sobre o ser mãe e tudo que envolve essa fase, mas não vejo (eu pessoalmente) homens descrevendo o que é ser pai e as responsábilidades que assume junto a sua parceira na criação e deucação dessa nova vida. Um carinho a todas as mamães e futuras mamães. 🙂

    Curtido por 2 pessoas

  4. Oi, Cris!
    Desejo que estejas bem.
    Lutando para conseguir fazer prótese nos dois joelhos. Uma briga interminável com o SUS. Tá tão difícil. Estou sem mobilidade…
    Muito boa matéria. De muita importância!
    Grande
    Beijo

    Curtido por 1 pessoa

  5. Nos dois!? Que luta Rita. Estou melhor, a luta é contínua. Espero que recupere sua mobilidade. Enquanto isso, bom mesmo é escrever, ler, desenhar, pintar…aproveite o tempo para criar. Beijos.

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  6. Daquela vez sim, mas, eu nem sabia que tinha. Me achava a pior das mães por ter pensamentos horrendos.
    Hoje, em tratamento, descobri que a depressão é “cíclica”, que se não diagnosticada e tratada ela volta cada vez pior. Que não depende só de fatores externos e emocionais, às vezes o cérebro dá um “chega pra lá” vindo lá do inconsciente.
    O bom de se cuidar é conseguir identificar os gatilhos e sintomas e agir antes do tempo para não entrar na caverna.
    Abraços.

    Curtido por 1 pessoa

  7. Amém! Rita sabe o que tem me ajudado muito ultimamente é o respirar, isso mesmo, uns chamam de meditação, outros de respiração consciente, dê uma pesquisada. No fundo a tensão é tão grande que desaprendemos a respirar. Faço assim: Sento numa poltrona, coluna ereta, mãos sobre a barriga (para sentir o ar como numa bexiga). Inspire e respire lentamente, sinta o ar entrando e saindo. Sinta seu corpo, ainda que tenha dor, procure relaxar, se concentre na respiração. Os pensamentos vão vir, deixem eles passarem como nuvens, tudo passa, se volte para a respiração. Faça um pouco todo dia.
    Espero que lhe dê resultados. Vamos trocando ideais. Fique em paz. 🙋🏽‍♀️

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