Do que se vê, e do que não se vê.

Estátua e pássaro, foto do inverno passado.

“Quando eu te olhava te achava tão grande e agora estou maior que você”, essa foi a frase do meu filho para minha mãe recentemente.

Já parou para pensar em quem você olhava quando tinha lá entre os seus 8 e 12 anos? E para quem você olha hoje? O que você vê?

Hoje, quando o carro parou num semáforo, olhei para o movimento debaixo de uma moita seca, era um passarinho. Fiquei feliz porque se ele ainda não partiu em revoada, significa que o frio intenso ainda não está próximo. A presença dos pássaros são como um termômetro do quanto podemos ficar na rua no hemisfério norte.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi o passarinho e sua cobertura. Aquele deveria ser um lugar imenso e protegido para seu ser, ou, ele deveria estar procurando alimento, minhocas talvez, ou…

Olhei para as paredes metálicas que me cercavam, o sinal abriu, os pensamentos voaram.

O quão vulnerável somos nessa Terra, nos achando menores, nos achando nos maiores, nos achando, nos perdendo, acelerando, em revoada.

Aquele passarinho estava sozinho na moita, eu estava com minha família; olhei para trás, vi meus filhos ainda no ninho, suspirei.

Eles me acham tão grande…

Qual o tamanho de nossas impressões?

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8 comentários

  1. Muitas vezes pensamos estar perdidos, outras vezes achamos que somos inferiores a algo ou a alguém. Na realidade, o nosso ser é muito estranho. Basta apenas aceitar que em cada um de nós existe uma potência. Somos o que pensamos, e não há limites para a nossa impressão.

  2. Lembro da sala de aula, cheia de gente, tão grande. Já adulto voltei lá… Como era pequena… 🙂

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