Criança é poesia.

A poesia e o mundo infantil cada vez mais fazem parte do meu imaginário. Realmente confio muito no poder dessa dupla para um mundo melhor. Talvez porque eles toquem com o que temos de mais precioso e desvalorizado: a intuição.

Não é a multidão de palavras, é a observação; não são os meios convencionais, é a criatividade; sem fórmulas prontas, inovando; sem dados, buscando a beleza.

Criança é poesia que escrevemos com nossas ações todo dia. São reflexos e reflexões.

Criança é poesia onde se misturam o real e o abstrato, a espontaneidade e a vontade, a autenticidade e a vivacidade. Um bem bolado que nos dá gostinho de nostalgia.

Parte da vida que idealizamos, mas que nem sempre é tão fantástica assim…

A realidade da infância roubada e da poesia esquecida é nua e crua, corrói todo adjetivo.

Uma criança deixa de ser poesia, e uma poesia deixa de ser criança, quando é atingida em sua autoestima. E muitos passam despercebidos por isso, achando que crianças e poesia não sabem de nada…

Enquanto que no Brasil o Dia das Crianças é comemorado em 12 de Outubro, aqui na Alemanha é no dia 20 de Setembro.

A data surgiu no Brasil em 1924, época em que as crianças nem tinham tanta visibilidade e direitos como hoje, mas só foi “pegar” em 1950 com uma intensa campanha de marketing.

As comemorações na Alemanha são bem diferentes, não são tão comerciais, há festividades em praças públicas para toda família.

Pesquisei e separei duas matérias para trazer aqui hoje. Uma é um alerta sobre a saúde mental feita pela Organização Mundial da Saúde, a outra são dicas de livros que tratam de sentimentos:

Metade do casos de transtornos mentais surgem até os 14 anos

Mas a maioria não é detetada e tratada…

Apesar do título se referir às crianças, a reportagem enfoca mais sobre os comportamentos de risco na adolescência como o suicídio, alcoolismo, drogas, sexo sem proteção, transtornos alimentares.

18 livros infantis para falar de emoções com seus filhos

“Se expressar emoções é visto com maus olhos ou despreparo, como seremos capazes de reconhecê-las e lidar com seus desdobramentos mais extremos, como uma depressão?”

Desses livros só conheço Ernesto, Divertida Mente (por filme) e A Parte que Falta (ficou bem conhecido nas redes sociais). Quero muito ler os demais. Se alguém já os conhece, por favor, me conte de suas impressões.

Deixo algumas questões para pensar

  • Como foi você criança?
  • Como vai seu ser criança?
  • Como você trata uma criança?

Feliz dia para todos nós🍭

Este trabalho está licenciado uma Licença

Creative Commons

Atribuição 4.0 Internacional

9 comentários

  1. Minha infância foi de muito trabalho e pouco tempo de estudo… hoje, vejo minha filha com mais estudo e, pela, idade, poucos afazeres, como não deixar o próprio quarto bagunçado… o equilíbrio não é tão fácil… mas, caminho nesta direção…

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  2. Para muitos de nossa faixa etária foi assim. Agora nossos filhos têm mais chances e outras demandas. Assim segue… e a desarrumação no quarto continua rsrs. Bom fim de semana.

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  3. Post maravilhoso! Vou compartilhar😊Eu fui, e ainda sou, uma criança sonhadora e sensível. Claro que a vida dá umas chamadas e exige cada vez mais maturidade e responsabilidades, mas mantenho minha criança bem presente😁Beijos carinhosos para a criança criativa e curiosa viva em você! E para suas crianças também!😘😘⭐️✨

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  4. Minha infância foi no fim da Ditadura. Eram tempos estranhos, q eu não entendia mto bem. Só sei q não se podia reclamar, a palavra era obedecer.
    Lembro das idas à feira e ao supermercado, com preços que mudavam no mesmo dia.
    Lembro dos meus coleguinhas. Onde estão?
    Meus pais brigavam bastante. Minha mãe estava quase sempre chorando, e eu estudando. Lembro dos dias de Cosme e Damião.
    Acho que hj sou mais criança ou tento ser.
    Lindo texto! Criança é mesmo poesia. Pena, que alguns transformam esta poesia em rabiscos de preconceito, dor, indiferença.

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  5. Fiquei aqui pensando, como o momento histórico faz nossas vidas parecerem tão semelhantes… parecia que você descrevia minha infância. Tenho mais algo a dizer “vai S., vai”, ser criança porque é muito bom quando somos a criança que queríamos ser.

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