Limerique, poesia.

Versos curtos, bem humorados, ou mesmo sem sentido, frívolo ou absurdos, assim são chamados os versos de estilo Limerique.

São feitos de cinco linhas, rimando a primeira, a segunda e a última (5°), bem como, rimando a terceira e a quarta.

Dizem que o limerique tem esse nome por ter surgido na cidade de Limerick, na Irlanda, pelo poeta Edward Lear. Mas há controvérsias.

No Brasil a escritora infantil Tatiana Belinky é a mais atuante nesse estilo literário. Inclusive publicou um livro chamado “Limerique dos Tremeliques“. Segue um verso dela:

Você sabe o que é Coconha?

Coconha é uma terra estranha,

País que se esconde, ninguém sabe onde

Lugar misterioso a Coconha.

Nessa nossa época de leitura instantânea e busca incessante de humor, o limerique é uma opção, que não deixa de ser poética.

Abaixo segue um verso em inglês, diz sobre a consulta psicanalítica. Foi publicado na coleção de Tyler McCabe, Sad Limericks, no The Toast.

All Therapy is Rehabilitative or Preventative

My therapist’s name is Jan
and she says I have planned a good plan:
One, work on my rages.
Two, finish these pages.
Three, don’t vandalize Karen’s van.

Segue a tradução segundo o Google:

Toda Terapia é Reabilitativa ou Preventiva

O nome da minha terapeuta é Jan
e ela diz que planejei um bom plano:
Um, trabalhar em minhas fúrias.
Dois, terminar estas páginas.
Três, não vandalize a van de Karen.

Isso tudo é basicamente o que eu escuto na terapia: se controle para não voltar para a depressão. Tenha planos e conclua. E como no meu caso não é excesso de energia/fúria, mas a falta dela, dizem, saia e arrase. Risos.

Sem mais delongas, vamos para a minha tentativa. Claro será um verso falando da depressão e o outro da poesia:

Bolor em vida.

Sim eu trato da cabeça

Lembre disso não se esqueça

Antes de fechar a visão

Pense, corpo é mais do que pé e mão

Não nos apodreça.

Canto para chamar de meu.

Morei na casa da Maria

Lá chorava noite e dia

Fugi para a cidade grande

Lá pensava em ser gigante

Cai, descobri: abrigo só na poesia.

E aí pessoal, vamos “limericar“?

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Atribuição 4.0 Internacional

11 comentários

  1. Olha que depois de tanto tempo quando li a imagem que me veio foi imediatamente e acredito eu da neta dela Luciana que também se não me engana a lembrança escreve também. A muito que não falo com a Luciana e como está em meu roll de amizades do G+ tentarei fazer contato e saber se me enganei nas memórias. 😀

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  2. É mesmo, rsrs, fiquei pensando quantas músicas limeriques, exemplo: Você sabe o que é caviar? Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar, de Zeca Pagodinho. Abraços Estevam.

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  3. Ela foi uma grande surpresa quando comecei pesquisar sobre o limerique, não conhecia esses versos com esse nome. Certamente já tive contato com os livros dela nas bibliotecas quando as crianças eram menores. Dizem que a rima é pegajosa, mas também o torna mais rítmico e sonoro. Que ótimo que você pode ter contato com essa poeta.

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  4. Eu vi, e olha que é de uma escritora especializada em limerique. Mas de tudo o que pesquisei, não é uma regra rígida. Li até que Clarice Lispector escrevia limeriques, como não encontrei nada, não arrisquei colocar essa informação. Bom observador, e melhor ainda, fala o que lê LOL, o que ajuda a melhorar os ajustes finos. 🤔 Da onde tirei essas últimas palavras? 😂 Boa semana Jauch.

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  5. lol
    Eu me gabo de ser um bom observador, mas a verdade é que depende… lol
    Mas tenho que me livrar dessa coisa das regras… Afinal, não foram elas feitas para serem quebradas???? 😀

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