Água – haiku.

Do ventre da mãe
Ao seio da Terra
Lar do desaguar

From the mother’s womb
until Earth’s bosom
places to recede

Estou na tentativa de fazer haiku (poesia curta de origem japonesa). Isso é bem complexo, tentem e depois me contem. São 3 linhas que têm que ter respectivamente 5, 7 e 5 sílabas. Hoje quase cheguei lá.

Aí tentei passar para o inglês, então, complicou tudo porque o sentido muda totalmente. Aí fiquei pensando nos muitos textos, dos livros e artigos, que lemos e que foram traduzidos. Só mesmo um bom profissional para chegar mais perto do sentido no qual o autor quis mencionar. E assim vamos, aprendendo daqui e acolá, tal como o desaguar.

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9 comentários

  1. Acho sensacional o desafio que é o haiku (eu adoto a grafia haikai). Tenho tentado me exercitar nisso numa série que publico periodicamente chamada “Quando o meu haikai, não há quem levante”, e vejo como é difícil de se conseguir síntese, harmonia, fluidez e conteúdo quando temos que fazer isso em tão poucos versos e em versos tão curtos. Mas menos é mais. Gostei muito do “Água”! Um abraço!!

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  2. É um bom exercício p a mente. Ufa!
    Eu fiz uma poesia em holandês. Ficou mais ou menos. É difícil pq vc tem q pensar já na limgua.
    Fico imaginando livros como a Bíblia, p. ex., o qto já não deve estar longe do original, e dando margens p diversas interpretações.

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  3. É Paulo, também publiquei uns por aqui com o nome de haikai, nem tinha observado que esse escrevi haiku 😂 Fazia mini versos e chamava de haikai até que fui descobrir que há toda uma técnica e filosofia por trás. As quais são muito difíceis para me enquadrar. Como um quebra cabeça, bom se testar. Quanto sua série, gosto até do nome, descobri que você é um artista por todos os poros: música, pintura, escrita. Bom te encontrar. Abraços.

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  4. Acho que a gente nunca tem essa dimensão até tentar se expressar em outra língua. A psicóloga sempre me incentiva a investir no alemão com o argumento “imagina você ler nos originais”. Até lá, vamos tentando rsrs. E você já está miando em outras línguas, parabéns! Abraços.

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  5. Claro que adaptei o haikai às minhas capacidades e tomei a liberdade de diversificar os temas, por isso também o título jocoso. Mas esses orientais são demais. Me parece que o teu “Água” se aproxima bastante da forma tradicional. Transmite uma agradável percepção. Vida com arte sempre! Abraço!!

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  6. Fiquei pensando no Van Gogh que numa época invocou com a arte japonesa, outro jeito de pensar e sentir, para desvendar. Levei um tempão para me encaixar na métrica, foi um bom exercício mental.

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  7. Lembro que você quem me fez descobrir que os mini versos que eu publicava não tinha nada de haiku. Produzir essa simplicidade é difícil para nós ocidentais, fiquei horas. Tenho percebido que simplicidade e minimalismo são lições que temos muito que aprender. Pois, ligamos o simples ao despojamento, ao excesso de humildade, à negação da matéria. Quando na realidade o simples tem ligação com o belo, saber transformar o que temos (seja bom ou ruim) em arte. Requer paciência e boa vontade…

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