De rosto para a lua.

A lua e suas histórias
Assiste os fins, os afins e os enfins
Entende mais da Terra do que eu de mim/
Tão nua não sabe o que é hora
E eu contando os minutos
Sem nunca saber do último/
A lua conhece o infinito
E eu nem sei de onde vim
Ao menos ela podia me contar
Como é iluminar a escuridão
Dia após dia
Sem se cansar de luar/
Quando é madrugada
Sua luz ainda dá banho no mar
Humanos seus fins, afins e enfins/
A lua é infinita
Assim ela me contou
Num sonho de amor
Antes deu crescer
Sonho que me fez nova
Fiquei cheia de vida
Mas de tanto olhar para baixo
Minguei/
A lua continua à brilhar
Hoje eu a vi
No céu azul

Preciso aprender à deitar no chão…

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16 comentários

  1. Belíssimo poema, Cristileine 🙂
    Me fez pensar em tudo aquilo que soterramos sob camadas de olhares reprovadores…
    Enfim…
    Viva a lua! 😀

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