Parquinho.

Gangorra
Balanço
Escorregador
Sobe e desce
Vai e vem
Adrenalina
Nessa hora não importa
Se menino ou menina
Sobe mais
Sorria
Caiu
Machucou
Levantou
Depois do choro
Consolo
Depois do riso
Alívio
Arrisco
Risco o pé
Na areia vermelha
Quando miro o céu azul
No seu e no meu
Movimento
Aqui na Praça
O tempo não passa
O frio
Na barriga
A paz e o ar
A corda que gira
Tontura
O teto é o céu
O grito é o céu
Procuro uma sombra
Que não me segura
Nem o sol
Nem a chuva
Conjugo o brincar
Juro que voei

O tempo passou

Não vi
Os tendões enferrujam
A pele enrruga
A força esmorece
Até se deparar
Com um parquinho
Nele viver na lembrança
Do jogo
Nesse chão da Terra.

Este trabalho está licenciado uma Licença

Creative Commons

Atribuição 4.0 Internacional

2 comentários

  1. Nunca tive parquinhos para brincar…nem na escola… só havia campo…talvez, hoje minha filha, Sofia, goste tanto de parquinhos…brinca para ela e para o pai dela…

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