Dignidade.

Inumeráveis são as vezes
De que tudo o que uma pessoa precisa

É ser tratada com dignidade/

Há dignidade em quem limpa o nosso banheiro
Tanto quanto em quem nos deu o primeiro emprego
Há dignidade na tia da cantina, como naquela que cuida das finanças da família
Há dignidade no varredor de rua, tanto quanto naquele que te medica/

Há dignidade na prostituta
No presidiário
No esquizofrênico
No infante
No caucasiano
No negro
No senil
No eufórico
No herói
No santo

Onde há vida há clamação por dignidade/

Sim há dignidade em quem a gente quer e em quem a gente não quer, Mas não é deles que quero falar por agora/

Mas sim da dignidade que há em quem a gente não enxerga/

Nascemos sem capa nessa mata
Nos perdemos no caminho das máscaras/

Diz em Eclesiastes 1 – Tudo é vaidade
Quão reais e atuais essas palavras, mas penso: tudo poderia ser dignidade/

A dignidade vai além das aparências, ela é a essência

Quando nossa essência é tocada com carinho, sentimos fé, não somos sozinho, nos sentimos funcionais nessa Terra/

Às vezes um bom dia salva o dia
De quem merece dignidade, de quem caminha lado a lado/

Mas há lutas de braços
Então, precisamos do direito para defender o respeito/

Penso que o cultivo da dignidade
Poderia ser nosso dia-a-DIAgnóstico/

Acontece que a dignidade só da no pé
de quem dá a mão e o olhar para o outro/

Às vezes um simples obrigada demonstra que você está ao lado das pessoas que mais precisam de dignidade/

Os dias passam em vão quando o valor como dignidade vão para o ralo da desilusão num terreno baldio qualquer.

Este trabalho está licenciado uma Licença

Creative Commons

Atribuição 4.0 Internacional

12 comentários

  1. Nascemos sem capa nessa mata
    Nos perdemos no caminho das máscaras/
    Só estes versos, se bem entendidos, dariam uma guinada na dignidade humana… essencial é a dignidade…, por isso, sempre manifesto minhas indignações, quando escrevo…por perceber que muitas pessoas considerem que outros humanos não são dignos, simplesmente, por serem, pensarem diferente…

    Curtido por 2 pessoas

  2. Adorei, Cris, e te digo que Lévinas curtiria (piadinhas filosóficas!).
    Não vemos o outro, andamos todos cegos por aí… Penso que estamos
    despertando aos poucos, mas ainda tem um longo caminho a ser percorrido.
    Bela reflexão sobre “Os Ninguéns”.
    Beijos.
    G.

    Curtido por 1 pessoa

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