Reclames.

“O paradoxo da escolha”, quanto mais opções também mais confusão. Tempo gasto com as múltiplas variedade gera estresse, indecisão e expectativa aumentada. Essa teoria já foi comprovada na prática pelo economista e psicólogo Barry Schwartz, em seu livro do mesmo nome, quem explica o porquê mais é menos.

Fiquei pensando que temos a necessidade de acumulação tanto de bens materiais quanto de conhecimento, como se isso fosse a garantia para a segurança e bem estar. Será mesmo?

A nossa expectativa cresce gradativamente conforme nosso poder de acesso. É a insaciável a fome humana, que já ultrapassou, e muito, as necessidades básicas de pão e casa.
Pra quê tanto? Difícil responder.

Na verdade, difícil fechar o buraco do próprio umbigo, mais difícil ainda reconhecer que o outro também tem umbigo.

Felicidade, paz, justiça, amor, satisfação, conforto, bem estar. Procuramos o impalável sendo implacáveis, procuramos as sutilezas nas prateleiras de mercados e farmácias.

Reclamamos quando não atingimos os objetivos, objetivos geralmente impostas por outrem. Para ficar na moda, para ficar na média.

Como ficou complexo escolher um shampoo no século 21…

Certamente a alternativa não é ficar sem alternativas, mas também não é ficar alterados diante delas. Perdendo as características que nos dá a capacidade de sentir o belo, da beleza que podemos tocar, não com as mãos, mas com a música, a beleza que não podemos comprar.

O assunto aqui não é de simplicidade e nem de minimalismo. O assunto é a capacidade de sustentar cada escolha diante dos infinitos reclames.

Reclame de publicidade, reclame de reclamar.

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7 comentários

  1. Sempre achei piada ao nome “reclame”. Eu perguntava: vovó, começou o Sítio ? E vovó respondia: tá nos reclames.
    Sei lá, eu tinha a sensação de algo rígido, de desnecessário p as crianças. Rsrs

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  2. A minha avó materna, que nasceu em 1905, sempre lavou o cabelo com sabão…e sempre o teve forte e bonito! Gostei dessa da escolha do shampoo no séc XXI…agora não só é um quebra-cabeças como .. tantos são bem piores que o sabão!
    Por isso…estejamos bem atentos ao que nos “oferecem” a toda a hora …e o melhor é mesmo ler os rótulos e letras pequeninas com cuidado!
    E ainda…estar atento à simplicidade das nossas verdadeiras necessidades!

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  3. Simplicidade é a palavra chave para procurar não cair nas armadilhas do sistema. Bem como, ficar atento às entrelinhas. Boa observação.
    Lembrei do shampoo porque quando criança lavei muito os cabelos com sabão, quando surgiu o creme rinse foi uma sensação, e hoje perdemos tempo diante da prateleira diante de tanta escolhas. Isso porque anteriormente já lemos muito do assunto nas revistas. E depois do uso, percebemos que é mais do mesmo e sentimos culpa. Vida moderna.

    Obrigada por comentar Dulce e tenha ótima semana.

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