Coroa de flores amarelas.

Chegou o dia da coroa de flores amarelas
Enigmático, assim, como são feitas as colheitas/

Quando casei só pudemos ter o ambiente enfeitado por causa das flores do campo doadas por ti/

Depois de tanto tempo olho no jardim de casa
Vejo as mais belas e inimagináveis flores
que não estariam aqui se não fosse o seu existir/

Ainda que os canteiros estejam distantes
A terra, a chuva, o sol são os mesmos/

Muitos passarinhos e ervas daninhas
Vão nos dar o gosto do canto, e, do ataque
Enquanto houver fotossíntese Enquanto houver/

Veja na coroa o redondo símbolo da aliança
Forte ou fraca
tudo vai se fundir/

Somos assim
Feitos de símbolos
Perfeitos na forma
Em movimento suave e turbulento na essência/

Círculo no dedo, na coroa, e no universo
Estamos no mesmo círculo
Onde tudo nasce e morre
Onde brigam por um pedaço de terra
Que se desfaz

E o círculo continua a girar coroando nossa (in)significância /

nas flores há símbolos do amor e da esperança
Do que se foi,
Do que não foi, do que é,
E do porvir/

Nelas, por, e com elas abrimos nossos sorrisos e lágrimas
Nas cores da gratidão, da saudade e de toda emoção
As flores nos remetem à terra

Imensidão desconhecida/

Depois da coroa
Suas raízes e sementes continuarão a produzir
Até que as flores tomem seu rumo perene, perene,
E por fim, o amarelo invadir.

Licença Creative Commons

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional

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