Filosofia com poesia.

Um dos benefícios de ser uma dona de casa equipada, leia-se fone de ouvido com bluetooth, é poder andar o dia inteiro na arrumação da casa ouvindo seus vídeos, músicas e livros preferidos. O tempo flui, as ideias vêm, a rotina não pesa.

Ultimamente meus melhores gandgets foram esse fone; o leitor de livros, presente do amado; e a esteira, necessidade que surgiu do corpo, da mente e da falta de tempo.

Saibam que a maioria das “rainhas do lar” na verdade são Cinderelas trabalham duro cozinhando abóboras esperando a carruagem. E quando se é mãe de menores, esquece, seu tempo depende da agenda deles.

Isso não é reclamação. Amo o que faço e me sinto privilegiada por acompanhar o crescimento deles e dar suporte ao marido que fica nesse vai e vem de mudanças conforme aonde está o trabalho.

Mas o que isso tudo tem haver com filosofia e poesia? Vamos lá.

Descobri a filosofia muito nova na minha pequena cidade interiorana quando “chegou” em minhas mãos o livro O mundo de Sofia, de Jostein Gaarden.

De lá pra cá foi amor crescente. Até fiz uma licenciatura em Filosofia pela Faculdades Claretianas de Batatais, foi um curso de Educação à distância, o qual me surpreendeu, pois, exigiu mais dedicação, estudo e disciplina que o própria graduação presencial que tinha feito em jornalismo anteriormente.

Hoje aplico isso tudo em casa com as crianças, na prática diária nos ambientes que frequento e no blog com as prosas e poesias.

Esse amor nunca acabou, nem a procura por tentar o entender melhor. Sei que filosofia é um assunto complexo do tipo ame ou deixe. Que ao mesmo tempo que ela nos abre a porta da liberdade de pensamento e autoconsciência, ela também pode nos torturar, pois, o conhecimento é pesado (como a realidade), trás responsabilidades e desarranjo mental. Enfim, vou continuar curiosofando.

Hoje com a tecnologia as informações estão na palma da mão, resta-nos saber filtrar, avaliar e dar bons alimentos para nossa mente. Só fica sentado na frente da TV mastigando conteúdos prontos e financiados quem quer. Mais uma vez a autonomia e responsabilidade da nossa atuação…

Mas, como sei que cada um tem sua rotina e interesses, o que posso fazer é compartilhar o que imagino ser relevante. Como esse audiolivro abaixo que escutei no meu horário comercial e claro depois fui pesquisar sobre o autor.

Imagina alguém que consegue a plenitude de juntar Filosofia e Poesia num pequeno e claro livro que fala de amor, amizade, bens materiais e espirituais e até o ato de comer e beber.

Khalil Gibran, auto-retrato, 1911.

Falo do escritor, poeta, filósofo, pintor de origem libanesa Khalil Gibran (1883-1931). Falo do livro “O Profeta”, o qual deixo abaixo o link para a obra em pdf e o audiolivro.

Espero realmente que quem chegou até aqui possa ter mais perguntas que respostas. Assim vamos filosofando e abrindo caminho para formar nossos próprios conteúdos.

Super abraço 🙋🏽‍♀️

O Profeta – Khalil Gibran, arquivo pdf para leitura por biblioteca virtual Clube Positivo.

O Profeta – Khalil Gibran, por Akasha⬇️

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16 comentários

  1. Na filosofia as respostas matam-na…as perguntas qual fênix fazem-na reviver… meus espaços de filosofar é na cozinha, enquanto preparo almoço para a família, escolho a playlist e deixo o pensamento fluir…depois durmo e escrevo as poesofias (algumas já no blog, outras ainda não)…você fez o curso nas Claretianas quando?

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  2. Em 2013, as provas presenciais eram em Campinas. Uma vez fui num congresso na matriz em Batatais, dia inesquecível. Tinha um sebo muito bom perto da Praça. Fomos pegos de surpresa por uma manifestação para os direitos dos deficientes na saída da igreja Matriz que é linda. As crianças riram demais com um quiosque chamado Xibiu Lanches, a propaganda chamou atenção. Momentos bons…

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  3. Um de meus amigos,professor de Filosofia na Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri, na cidade de Teófilo Otoni aqui em Minas Gerais, chegou a lecionar neste curso das Claretianas, quando morava em SP. O nome dele é José Carlos. Mas, não foi nesta época. E, você, algum/a filósofo/a de preferência?

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  4. Bom dia Cristileine… informo que cheguei até aqui com mais perguntas para as minhas respostas kkkkkkk adorei ler teu texto. Tenho pelo livro “O Profeta” certo amor incondicional e para mim você foi feliz ao dizer que Khalil Gibran conseguiu a “plenitude de juntar Filosofia e Poesia”. Obrigado por compartilhar tuas relevâncias. Tenha um domingo feliz e de paz… beijo no coração!

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  5. Epicuro, Adorno, Simone de Beauvoir e Nietzsche mexeram demais com minha cabeça. Por vezes nem acredito que estou pisando nas terras onde viveram reconhecidos filósofos. Sei que tenho muito que aprender…e buscarei até quando for possível. Boa semana 🙋🏽‍♀️

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  6. Li “O Profeta” pela primeira vez há uns quarenta anos, e esse livro marcou-me para toda a vida. De vez em quando preciso de voltar a ele. Para me re-orientar.
    Um post que se dedica ao pensar e ao sentir de Khalil Gibran, é sempre um excelente post!

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  7. Que sorte poder contar com essa sabedoria durante esse tempo. Com certeza é um livro para ler e reler várias vezes. Fico contente com essa sua devolutiva. Boa semana Dulce🙋🏽‍♀️

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  8. Olá Cristileine. Dentre os citados por você, sem dúvidas,que Nietzsche é sensacional. Sinceramente, poucas coisas me atraem na Alemanha, entre elas a Filosofia de Nietzsche e de Hannah Arendt. Os demais gosto muito da abordagem da escola de Frankfurt, dos quais se incluem, Adorno. Mas, minhas preferências são Sartre, o marido de Simone (kkk), e outro francês naturalizado: Emmanuel Levinas. Meu filho que nascerá em julho terá o nome de Emmanuel, em sua homenagem. Obrigado pelas respostas e pela riqueza da prosa filosófica. Fraterno abraço.

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  9. 🤣🤣🤣concordo com você, foi só uma linguagem figurativa…me imaginei na cozinha enquanto crescem os filhos e sem dúvida essa é uma bela carruagem. Estou bem mais animada Alda, espero que esse entusiasmo me siga sempre de agora em diante. Beijão 🙋🏽‍♀️

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  10. Missão nobilíssima essa de administrar o lar e acompanhar o desenvolvimento dos filhos. Não é pra qualquer vivente. Adorei “curiosofando”, pois acho que o “espanto” dos pré-socráticos com relação ao mundo, que pôs a cabeça deles pra funcionar, deve ser resgatado. Vida com filosofia sim. Belo texto.

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  11. Paulo, me surpreendi com “não é para qualquer vivente”, por vezes temos privilégios que nem nos damos conta só por ficar ouvindo a sociedade dizer que deve ser assim ou assado. Obrigada por suas palavras e vamos que vamos curiosofando. Abraços 🙋🏽‍♀️

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