Busca contínua.

Atrasada, mas cheguei. Hoje fiquei de contar sobre as atitudes que estou tomando para combater a depressão após perceber a decaída no humor e a constante sonolência. Relatada no post O que é a Vida?

Após aquela conversa nada terna com a psicóloga, o acréscimo de mais um antidepressivo pelo psquiatra, e, ter engordado 10 quilos fiquei muito incomodada e resolvi fazer o que diz as “regras padrão” para aprender lidar, e quem sabe até eliminar, essa depressão.

Comecei cuidando melhor da alimentação, tenho a sorte de ser criada numa cidade pequena onde a comida vinha da terra e não das embalagens. Então cresci tomando leite que vinha direto da vaca, depois de fervido aproveitavamos a nata para fazer manteiga e bolachas. Os legumes eram colhidos frescos na horta, as frutas compartilhas entre a vizinhança de tanta fartura vinda da roça. Era muito bom sair à procura dos ovos antes que a galinha chocasse. Por outro lado tinha pavor quando minha mãe destroncava e despenava a bichinha. Toda essa infância me fez criar hábitos saudáveis de alimentação. Sou a chata da salada aqui em casa. O grande problema está na quantidade. Como muito, e meu organismo já passou dos 40.

Como a maioria das mulheres, já fiz todo tipo de dieta, as mais funcionais foram a de redução de carboidratos e a de contagem dos pontos. A redução foi a melhor no sentido de rapidez de resultado, mas não se sustenta quando se volta a comer normal. E como ela mexe demais com os hormônios, achei muito radical para essa minha fase da vida. Afinal, os antidepressivos também estão atuando nessa parte.

Restou me a dieta dos pontos, que no fundo é um controle de calorias. É aquele velho lema que todos sabem mas fogem, uma equação matemática, comer menos do que se gasta. Para me ajudar nesse controle baixei um aplicativo, MyFitnessPal, onde anoto o que como e ele faz a conversão de calorias. Também há gráficos mostrando o balanceamento das refeições e nutrientes. Estou usando há 15 dias e está indo bem, me sinto saciada com escolhas saudáveis, aquelas vindo da roça.

Tenho a sorte de gostar de cozinhar, me divirto com o cheiro dos temperos, o descascar, as cores…

Movimento

Quem me acompanha sabe do mantra da psicóloga de fazer atividades físicas para a liberação de hormônios, corpo e mente sã. Enrolei com isso desde quando comecei o tratamento, colocando mil prioridades na frente, mas agora não dava mais.

Fiquei praticamente um mês decidindo se comprava uma esteira ou aderia na academia. A psicóloga dizia que o melhor era a academia para a socialização, pois fui lá e comprei a esteira.

Coloquei tudo no papel e vi que em poucos meses de academia já pagava a esteira. E que o frio e a linguagem seriam fatores desgastantes. Está sendo o máximo usá-la todos os dias, suar, respirar, cansar e depois tomar um banho relaxante.

Preparei lá do lado da esteira um cantinho com flor e vela. Faço alongamento antes com um som relaxante. Coloco o fone de ouvido e vou longe. Essa é a minha primeira atividade do dia.

Nessa onda de fazer exercícios, estou mais em contato com meu corpo, voltei a passar cremes, maquiagem para ressaltar os olhos, me olhar mais no espelho.

Para tudo isso, tive que tomar outra atitude: acordar e dormir cedo. Sim, tive que fazer uma tabela de rotina. Bem como, estudar sobre o relógio circadiano para me convencer.

Com o novo antidepressivo, sinto mais força para despertar, mas meu sono está leve e não revigorador. O intestino prendeu por completo, ainda não sei se pelo remédio ou pela redução alimentar.

Quanto à socialização, me matriculei uma vez por semana nas aulas de Tai Chi Chuan aqui da cidade. Começam no próximo mês, vamos ver no que dará.

Estou torcendo para chegar a primavera logo e poder ir aos parques ver gente, flores e pássaros.

Outra atitude, estou indo receber Reiki, sempre tive curiosidade sobre fontes de energia, fui experimentar. O que senti durante a sessão foi uma certa movimentação involuntária no corpo, uma quentura no local que a reikiana impunha as mãos. Um relaxamento após. Entretanto, resultados efetivos só poderia dizer após terminar todas as sessões.

Com toda essa mudançade hábitos fico um pouco perdida com as tarefas da casa, está tudo uma bagunça, mas espero aos poucos adaptar essas vertentes. Agora, estou colocando prioridade nos exercícios e estudos.

Minha disposição para com as crianças aumentou. Meu marido diz que me vê bem melhor, eu me sinto lutando contra a brava maré de mim mesma.

Coloquei a meta de seguir nessa onda até o meio do ano. Para ver se até lá adquiro esses hábitos. Depois contarei os resultados para vocês.

A busca pela saúde mental e corporal é contínua.

Forte abraço e se possível me digam as experiências que deram certo para vocês 🙋🏽‍♀️

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22 comentários

  1. No meu caso foi o efeito contrário eu não comia e trocava o dia pela noite e bebia bastante café. Quando tinhá 20 anos pesava 60 kgs e gostavá dd ficar sozinho foi um periodo bem difícil dois anos de muita luta pra sair do profundo vazio e hoje com quase 33 anos pesando 78 kg e forte e ter deixado o vício do café de lado. Tenho vida saudável com minha esposa e meu filho. E o principal me aceitando como eu sou,me valorizando.

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  2. Ih mas se eu contar acho que nem vão acreditar, rsss. Bem eu nasci em cidade grande Rio de Janeiro mas fui criado desde tenro na fazenda de minha avó no Rio Grande do Sul, junto com vacas, com milho, com soja, com horta, com porcos, galinhas, patos, perus, cobras, lagartos, rã, e todo tipo de animais e plantas e claro os contos de Lobsomem. Tive contato com pessoas de descendência indígena,Tupi-Guarani e com eles aprendi muita coisa. Voltei para o Rio de Janeiro para fazer faculdade de educação física, não me formei nisso mas tornei-me um triatleta doido, ( tive a oportunidade de correr juntinho da musa Fernanda Keller em Charitas, Niteroi) . Junto com dois grandes amigos, fundamos a CORJA (Corredores de Jacarepaguá), nem posso me lembrar muito disso que começo a rir de mim mesmo pois me faz lembrar o filme Forrest Gump pois todo dia eu corria e cheguei a fazer quase que uma maratona diariamente. Praticamente eu corria da Freguesia em Jacarepaguá até a Pedra de Guaratiba e voltava. Esquece… é coisa de doido mesmo. Infelismente essa saúde toda jogada com excesso no esporte veio a me faltar bem cedo com um desgaste em articulações e problemas cardíacos. Bem que dizem que tudo em excesso faz mal. Enfim hoje apenas caminho e gosto de fazer isso pela manhã com a maresia soprando. Nem minha esposa nem meus dois filhos gostam muito de praticar esporte. Alimentação minha sempre foi saudável dando muita preferencia aos legumes, verdura, peixe. Carne branca de aves em segundo plano e vermelha em terceiro. Tenho ou devo ter algum parafuso a menos pois muitas vezes após um determinado zumbido, perco a audição, o olfato, a visão e a noção de quem sou ou onde estou e o que estava fazendo. Por esse motivo sou monitorado 24 horas por dia com um chip implantado de localização via satélite. Quando percebo que vai acontecer isso só dá tempo de apertar o botão no celular e segurar firme em algo até tudo voltar, geralmente isso leva de 2 a 3 minutos e nenhum médico ainda sabe o que é, já passei por todo tipo de exame que possam imaginar só falta apenas um scaner tipo aquele do Dr. Kirk (Star Trek). Viu quanta coisa pode existir e mesmo assim cá estamos.

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  3. Olha, cada dia sinto menos os sintomas da abstinência. Dou até por encerrado. O mais difícil foram as 2 primeiras semanas.
    Estou bem e com a cabeça a mil. Algumas vezes pego-me a chorar uns 15 min, mas passa. Ainda bem.

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  4. Yoga faz muito bem, Cris! Se tiver a chance, tente. Nunca me dei bem com esses aparelhos em casa. Esteira e bicicleta ergométricas. Prefiro a rua e o ar livre. Muitos não a mantém por isso. Fique atenta. Torcendo por você!

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  5. Quando comecei o testament estava assim, agora fui para outro pólo. A regulagem/equilíbrio é complexa. Exemplos e comentários como o seu me animam. Abraços fraternos em toda família 🙋🏽‍♀️

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  6. Ah linda Alda, obrigada. Meu marido disse que vai virar cabide, risos, mas precisava da esteira pelo menos para enfrentar o inverno. No verão gosto de ir caminhar na floresta. Ficarei atenta, valeu 😘

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  7. “Cada pessoa é um mundo”. E o seu foi do verde da fazenda ao azul do mar. Contato com indígenas, com triatletas, tem muito o que contar e escrever. Intrigante esse zumbido, sinto isso quando faço muita atividade, também já fiz exames e nada. Aprendi a conviver com ele, mas nunca perdi os sentidos. “Quanta coisa pode existir, mesmo assim cá estamos”, essa sua frase e depoimento são animadores. Muito Obrigada! 🙋🏽‍♀️

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  8. Que bom, espero que consiga encontrar atividades que goste. 🙂
    Mudanças de hábito são sempre difíceis.
    Como comentei no outro post, também estou tentando organizar minha rotina, mudar minhas prioridades, e a atividade física… bem, a gente sempre enrola, mas é incrível como não dá pra negar os benefícios. haha
    Como estou trabalhando não estou conseguindo, mas já sinto falta do meu caminhar na praça. 🙂
    Boa sorte e grande beijo o/

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  9. Que bacana teu relato, não é fácil sair assim da depressão se não tratamos corpo e mente em sintonia. Vejo que tens perseverança e que está fazendo as coisas acontecerem. É difícil, mas é preciso ter coragem. Parabéns.

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