Momentos que pipocam.

Visão do consumidor

Todos reunidos em volta da panela

Quero mais, quero mais, quero mais

O aroma indescritível invadindo o ar

Do andar de baixo o vizinho pode sentir

É a pipoca que está lá

Pensa ele com água na boca

Croc croc, gostinho de quero mais

Parece ter um efeito delirante

Com sal, com açúcar 

Limão ou orégano 

Eu quero com canela

A minha com manteiga

Chocolate por favor

É sempre aquele sabor 

De te quero para sempre 

Estralante a estrela

Pipoca.

Visão da consumida

Me chamo pipoca

Fui tirada do sabugo

Debulhada até o fim

Guardei um pouco de humidade

Dentro de mim

Mas ainda não era minha hora 

Passei por pacotes e transportes

Enfim descansei num armário escuro

Quando escutei Piipoooca

Quero mais, quero mais, quero mais

Levantei e já fui derrubada em óleo quente

A humidade virou vapor

Pensei estou frita

Fechei os olhos e pulei e pulei

Fiz tanto barulho que jamais imaginei

Me arrebentei toda

Quando dei por mim

Mal pude acreditar

Meu corpo se transformou

Estava linda parecia flocos de neve aglutinados

Só que quentinha

Mudei de forma, de cheiro, de espessura 

Era disputada pelos humanos

Enfim pude descansar de boca em boca

Virei eterna

Assim é minha intensa vida 

De milho de pipoca

Como será a vida dos humanos?

Você é o consumidor ou o consumido nos momentos que pipocam?

MILHO

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