Depressão e felicidade.

Nesse vídeo há um debate do que é a depressão e a felicidade segundo os olhos da filosofia. Visão distinta de “algumas” áreas da psicologia e da psiquiatria que tratam a depressão como doença. Sou suspeita para falar porque gosto muito de estudar a filosofia como forma de auto análise. Mas, sem dúvida ela nos suscita a dúvida, o desconforto, o questionamento, que ao mesmo tempo nos deixa perdidas e faz encontrar o próprio caminho.

Quero deixar bem claro aqui que não tem essa ou aquela melhor área do conhecimento. Tudo deveria ser integrado como nós diz o filósofo Edgar Morim. Exemplo, misturas químicas faço aqui na cozinha de casa, na procura do melhor e mais saudável sabor para a família.

Continuo procurando as fórmulas na filosofia (e por outros cantos também), algumas tomo, outras repúdio. Continuo tomando antidepressivo. Não isso não é contrário ao do aprendido, quem já passou por episódios de crise na saúde mental sabe que as dores físicas são reais, dores que andam pelo corpo, queda de cabelo, falta de energia de levantar, tomar banho e comer.

Enfim diferentes opiniões de um todo que podem se interagir com o respeito.

Conclusões desse debate realizado pelo SescTv, segundo os filósofos Márcia Tiburi, Júlio Cabrera, Charles Feitosa.

  • O depressivo está certo
  • É bom perder o sentido da vida
  • A vida pode ser alegre e pode ser triste…não sei.


* Se depois de assistirem o vídeo, quiseram deixar aqui suas considerações, ficarei muito grata. Assim vai se estendendo nosso entendimento.

 Lembrando sempre que os links em azul no texto acima, são textos antigos do arquivo aqui do blog. Abraços 🙋🏽‍♀️

14 comentários

  1. Depressão e felicidade são dois caminhos opostos, né não! Quando tive meu diagnóstico, acho que conseguir entender que não existe uma pessoa 100% feliz ou 100% não feliz e talvez isso tenha sido o meu maior maior aprendizado. Em relação a perder o sentido da vida … Me lembro que no começo do meu tratamento uma vez comprei um livro que tinha uma frase que dizia que, basicamente todo o processo do tratamento era a preparação, para algo muito bom lá na frente e com o tempo descobri que essa frase era verdade. Acho que hoje depois de tanto tempo de terapia, encaro a depressão como um diagnóstico. Explico: Quando comecei a estudar sobre, entendi que depressão na forma “técnica’ era falta de neurotramissores de um neurõnio pro outro, daí todos os sintomas que a gente tem, é aí que entra os remédios pra “regularizar” a comunicação. Acho que foi a partir daí que comecei a olhar a depressão com outros olhos. Não estou dizendo que estou isenta de todos os sintomas, afinal a depressão sempre fez parte da minha vida, a única diferença é que hoje tenho o diagnóstico e a partir desse diagnóstico eu reaprendi a reorganizar minha vida e a entender como o meu corpo funciona. Era pra ser um comentário, mas meio que virou um depoimento pessoal, desculpa.

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  2. Que maravilha sua opinião aqui. Só vem a contribuir mais e mais. Foi bem clara no seu posicionamento, especialmente no que se diz respeito de olhar a depressão com outros olhos. Obrigada. 🙋🏽‍♀️

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  3. Comecei a assistir e estou gostando muito! Vou ter que interromper, mas pretendo assistir de novo e até o fim com meu marido que também vai gostar muito com certeza! Depois volto aqui pra comentar. Excelente post e dica de vídeo! Beijos🌹

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  4. Ana, também gostei muito do seu comentário. Fui diagnosticada com depressão esse ano e é sempre gratificante ler os depoimentos de outras pessoas. Gostei em especial do seu por tratar a depressão como uma qualidade, um elemento de cada um. Eu não tinha pensado assim antes. Valeu!

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  5. Achei muito interessante! Meu marido, que é “existencialista” se identificou com o filósofo argentino. Eu sou a pessoa alegre sem razão. Somos dois loucos! Sério, a felicidade obrigatória e imposta culturalmente, politicamente, economicamente é angustiante mesmo. O deprimido tem razão, mas nós humanos somos razão e emoção e o sofrimento da depressão é interessante na teoria. O próprio filósofo argentino (que eu também gostei muito) reconhece que os filósofos são essencialmente racionais e algumas facetas do ser humano são melhor captadas pelos cineastas por exemplo. Achei um debate excelente. Obrigada pela indicação! Beijos🌻

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