Felicidade brasileira.

Ideia de ‘felicidade’ brasileira esconde maior taxa de depressão da América Latina.

Analisando essa reportagem percebo como a felicidade brasileira é contraditória. Sem dúvida, como expatriada sinto a falta do calor ímpar do meu povo. E quando converso com pessoas de outras nacionalidades percebo que eles nos resumem à praia, carnaval e futebol.

Ficam admiradas quando digo que eu ia ao litoral esporadicamente. Que a minha terra no interior de São Paulo é vermelha cheia de cana, laranja e café. Que não entendo nada de futebol e nem sei dançar. Que falo português e não espanhol. Que apesar de sermos um misto cultural, grande parte de nosso país não tem fronteiras, logo falamos poucas línguas estrangeiras. Poucos gringos tem noção de nossas megas cidades, imaginam o Brasil como a Amazônia. Aliás um lugar que não conheço e almejo muito ir.

Na verdade noto em muitos a falta de interesse de ir conhecer o Brasil pela questão segurança. O que é triste e real, mas não muito diferente do real terrorismo que ocorrem na “civilizada” Europa e dos murmúrios de guerra que rolam sobre nossas cabeças.

Sou muito feliz por nascer no Brasil, a liberdade sinto seu maior conceito. Temos que lembrar que liberdade trás responsabilidades.

Brasil, adoro seus poetas e natureza, sabores e cores, o sol sempre a brilhar, o azul do céu espetacular. As delícias de norte a sul.

Porém, a desigualdade social bate a nossa porta todo dia e não temos como fazer vista grossa. É nosso povo em busca de desenvolvimento. Houve anos que pudemos sentir o gostinho da evolução, eles estão na nossa boca, o paladar foi alterado.

Queremos mais direitos e temos que assumir nossos deveres com a pátria. Não só pagando impostos, mas sendo cidadão consciente e ativo.

Vejo que temos muito a conquistar como identidade, abandonar a carga do colonialismo europeu, deixar de copiar modelos norte americanos, procurar a própria identidade.

Acredito que somos um país aprendendo engatinhar, uma mistura de raças magnífica, que tem que aprender a se proteger e dizer não.

Não as desigualdades sociais, a corrupção, ao corenialismo, ao protecionismo, ao preconceito, a falta de ética, a tudo mais que nos diminui enquanto povo.

Essa crise econômica é um reflexo de nossas escolhas, ou de nossa omissão, como sempre digo é fácil tacar pedra na Jeni, difícil é se pôr na pele dela. E se a Jeni foi até aonde foi, é porque tinha público.

A responsabilidade está em nossas mãos, nem na mão do exterior, nem nas mãos dos políticos que elegemos. A responsabilidade é nossa, nós quem fazemos história aqui e agora com nossas escolhas. Uma transformação está acontecendo na maioria dos países, somos os protagonistas agora.

Perante a história mundial, somos um país bebê com pouco mais de 500 anos de descoberta, mas temos muito o que aprender com os índios que antes aqui já estavam. Sobretudo o senso de comunidade e amor à natureza.

Passamos por colonialismo, monarquia, república, ditadura, agora democracia e parece que nada nos serve porque precisamos nos situar como seres atuantes nessa história. O que geralmente delegamos a outrém. Querendo, ou não, estamos aqui agindo e interagindo para o bem ou para o mal.

Hoje morando fora do Brasil, o que vejo é que o brasileiro é aquele que quer ser amigo de todo mundo, mas tem dificuldade para dizer não, e se posicionar, ser direto e objetivo. Tem mil sonhos, e dificuldade para concretizar. Falta planejamento e sangue frio. Somos maravilhosamente latinos, uma maravilha que nos estagna. O qual precisamos aprender canalizar.

Voltando à reportagem, como pode o Brasil superar a média mundial em depressão, tendo tantos recursos naturais e humanos?

Lá falam sobre falta de valores, pouca tolerância à frustação, drogas, alcoolismo, erotização, preconceitos, individualismo que são valores que nos levam a depressão. Lembrando que além de fatores genéticos, os fatores econômicos também influenciam fortemente na falta de crença na vida, ou seja, nos conduzem à depressão e até a morte.

Triste perder nossos filhos e cidadãos assim. Cadê a nossa mãe gentil? Temos o sol da liberdade, faltam os braços fortes, para dizer que de amor e esperança essa terra cresce. A ORDEM e PROGRESSO começa em casa, reflete nas urnas e nas ruas. Ética e consciência é o caminho que vejo para melhoria. E você o que vê dentro de si? O que faz quando ninguém está te vendo?

Hino Nacional do Brasil.

5 comentários

  1. Também espero que mude. Sinto que é uma ferida nos pés, que precisa ser cicatrizada para continuarmos andar. Sinto que há uma chacoalhada no mundo todo. Que estamos passando por uma revolução sem líderes visíveis, desejo que seja para melhor. Temos que nos posicionar se quisermos melhoria. Tomara que A apatia não terá ma

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  2. Eu vejo manifestações vazias, uma falta generalizada de coletividade e ausência de saber político. Eu vejo um povo apaixonado pelo seu algoz, querendo ficar rico, quando não sabe que isso significaria que milhões continuariam pobres. Eu vejo um Brasil doente, que me fez doente, com seu sistema de saúde e educação falhos. Seus professores e médicos apáticos. A corrupção correndo em nossas veias. Eu vejo uma luz no fim do túnel, pessoas se levantando e se organizando para mudar tudo.

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