Sem pé nem cabeça.

 

Há tanta coisa engasgada dentro da minha cabeça/

Há tantos pensamentos presos no fundo da minha garganta/

Levei um soco no coquis
senti no meio do pulmão/

Aquela falta de ar

Aquela falta de ar/

Escutei com os dois olhos/

Meus ouvidos pulsavam
com o martelo do coração/

Os joelhos batiam palmas
Os dedos se cheiravam
O rim só defecava/

Neurônios conversando no estômago/

Testículos jogados aos pés/

Fui arranhada pela glândula da hipófise/

Minha muleta é um par de fêmur torto/

Alegria e medo nesse ranger de dentes/

Não há céu da boca aqui dentro do umbigo/

Acordei, levantei, hora de por isso tudo em ordem, se é que ela existe.

Bom dia para quem acha que está vivo.

Licença Creative Commons

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional

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