Você percebe quê?

Eu nem sempre fui assim.

Você percebe que gostava de ver, cheirar, plantar, cuidar e fotografar flores e que agora nem as nota mais no seu caminho?

Você percebe que o sorriso de uma criança colocava sorriso no seu rosto e agora prefere distância delas?

Você percebe que perdia horas montando mosaicos e que agora só olha para o teto?

Você percebe que o banho que antes era motivo de higiene e relaxamento tem sido momento de sacrifício e lamento?

Você percebe que gostava de acordar às 10 e que normalmente está andando pela casa de madrugada?

Você percebe que o padeiro da esquina sente sua falta todas manhãs?

Você percebe que tem colocado seu telefone no mudo, demora a responder suas mensagens, e não tem interesse em se aproximar até das pessoas que gosta?

Você percebe que a cerveja e o chocolate já não preenchem mais sua ansiedade?

Você percebe que só usar batom te deixa muito mais bonita, mas, ultimamente nem tem se olhado no espelho? 

Você percebe que se sente burra mesmo todos achando ao contrário? 

Você percebe que toma todas as culpas como sua responsabilidade? 

Você percebe que alimenta pensamentos que não quer?

Você percebe que me ama mas não me deseja mais?

Perguntas como essas, simples e pontuais, ajudam a identificar a depressão, doença que como outra qualquer, que se tratada precocemente evita danos ao paciente e sofrimento de seus amigos e familiares.

Amar também é tratar das feridas. E você. Você percebe o quê?

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